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Alunos da Universidade Gama Filho pedem socorro, por Andreia Zito

Foto: Alexssandro Loyola

Deputada federal (PSDB-RJ)
Andreia Zito Foto Alexssandro LoyolaO sentimento que predomina é o de frustração e – por que não dizer? – até mesmo de tristeza, quando entramos por um dos portões da Universidade Gama Filho, no bairro da Piedade, zona Norte do Rio. Em plena tarde de sol de quinta-feira, vimos o local praticamente vazio. Pequenos grupos de alunos dispersos, olhos aflitos, nos receberam querendo dizer: “Sejam muito bem-vindos”, como um pedido de socorro que sai do coração de quem precisa de ajuda.

São 18 mil alunos de diversas áreas, como Medicina, Comunicação, Engenharia, todos sem aulas, pagando as suas mensalidades para garantir o vínculo, para manter a esperança na volta à rotina da universidade, que insiste em interromper o sonho de tanta gente. Rapazes e moças que só querem estudar, ter uma profissão e um trabalho com dignidade. O desencanto não pode tomar conta dessa imensa turma de estudantes. Chegou a hora de dar um basta a essa situação. Ninguém pode destruir o sonho de tanta gente impunemente.

O grupo Galileo Educacional, proprietário da Gama Filho, enfrenta uma grave crise financeira e já acumula dívidas milionárias. As promessas de saneamento da dívida, o pagamento de salários atrasados aos professores e demais funcionários até setembro são recebidas com certo ceticismo. Afinal, já foram muitas outras promessas.

Alunos, professores e demais funcionários nada têm a ver com isso. A eles e às suas famílias, deve-se respeito. Há uma dívida maior: o restabelecimento das aulas, de suas esperanças e de seus sonhos. Estive na Gama Filho e compartilhei de todo esse sentimento.

Mas há a resistência, que os levará à vitória. Há um mês, um grupo ocupa as salas da reitoria, incansável, cobrando solução. Na reunião com esses guerreiros, no último dia 8, percebi o quanto é urgente a busca de alternativas para o retorno das aulas. Estou plenamente engajada na luta, e meu gabinete à disposição de toda essa gente, que não pode perder a esperança.

Agora as esperanças voltaram: parlamentares, como eu, estão acompanhando o caso de perto, cobrando solução, participação efetiva do governo, através do Ministério da Educação (MEC).

Vamos abraçar essa causa?