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Processo de separação de Bolsonaro e sua ex-mulher revela acusações de agressividade e furto

Foto: Agência Brasil

A revista Veja teve acesso ao processo de separação do candidato à presidência da República, Jair Bolsonaro, e sua ex-mulher, Ana Cristina Siqueira Valle. Nas mais de 500 páginas do documento constam relatos de “comportamento explosivo” e “desmedida agressividade”, além de diversas outras acusações, como de ocultação de bens e furto de cofre.

Ana Cristina acusou o ex-marido de um furto de R$600 mil em joias e mais R$200 mil em dinheiro vivo de um cofre mantido por ela no Banco do Brasil, em 2007. Entre os relatos, também há uma acusação de que Bolsonaro ocultou milhões de reais da Justiça Eleitoral em 2006, quando foi eleito deputado federal.

Segundo documentos do Itamaraty, Ana Cristina afirmou sofrer ameaças de morte do presidenciável, o que a fez fugir para Noruega por medo, em 2009. O jornal Folha de São Paulo confirmou esses relatos por brasileiros que conviveram com ela no país.

Nas páginas do processo há ainda denúncias de Ana Cristina sobre a renda de Bolsonaro que chegava a R$100 mil. Na época, as rendas do deputado deveriam ser do salário de militar da reserva de R$8,6 mil e de parlamentar, que era de R$26,7 mil. Bolsonaro não explicou de onde seriam as fontes extras.

Neste ano, Ana Cristina concorre ao cargo de deputada federal e nega as acusações. Questionada pela Veja sobre os motivos que a levaram a desistir de depor na policia, ela respondeu. “Não lembro. Fiquei quieta”. Por quê? “Não me sentia à vontade. Iria dar um escândalo para ele e para mim. Deixei para lá. Nós dois tínhamos um acordo de abrir mão de qualquer apuração porque não seria bom.”

*Com informações do Jornal Folha de São Paulo