
Publicado: 22/02/2016 17:51 BRT Atualizado: 22/02/2016 18:06 BRT

Pop star Kesha leaves Supreme court in New York, Friday, Feb. 19, 2016. (AP Photo/Mary Altaffer)
Na sexta-feira à tarde, um juiz recusou o pedido de Kesha para ser liberada de seu contrato com a Sony.
O contrato obriga a popstar de 28 anos a gravar mais seis discos com a empresa e, portanto, a liga ao produtor que ela acusa de ataques sexuais.
Em 2014, Kesha entrou com um processo contra o produtor Dr. Luke (Lukasz Gottwald), cuja empresa é parte da Sony.
Segundo a revista Billboard, o processo detalha as acusações de Kesha contra Dr. Luke.
Ele teria abusado da artista durante anos, forçando-a a usar drogas, dando a ela remédios para acordar e estuprando-a. Desde então, ela briga com o produtor na Justiça, para livrar-se do contrato e do convívio com ele.
Kesha é uma celebridade rica, linda e branca, que opera nos mais altos escalões de uma indústria de elite. Mas nem mesmo esses privilégios a diferenciam de outras vítimas de abuso sexual que têm de lidar com um sistema judicial que muitas vezes não oferece proteção.
A história de Kesha joga luz sobre o fato de que o estupro é um dos crimes menos denunciados.
Mulheres (e homens) costumam esperar anos para falar sobre abuso sexual. Considere as vítimas de Bill Cosby, algumas das quais só se sentiram seguras de vir a público décadas depois.
Ainda assim, isso não impede as pessoas de questionar por que as vítimas não se manifestam antes e sugerem que a hesitação significa que elas estejam mentindo.