A medida extrema foi tomada após pressão da base da presidente Dilma Rousseff, que não aceita a presença da população na sessão que analisa vetos presidenciais e abre caminho para votação do projeto que livra Dilma de cumprir a meta fiscal de 2014.
Logo no início da sessão, o presidente nacional do PSDB, senador Aécio Neves (MG), protestou contra a medida, sugerindo que as senhas distribuídas e não usadas por partidos da base do governo fossem disponibilizadas para o público que ficou do lado de fora.
“Sugiro a vossa excelência que consulte o líder do PT para saber se ele aceita abrir as galerias para que o povo brasileiro aqui possa acompanhar a sessão”, protestou Aécio Neves.
O deputado Domingos Sávio (PSDB-MG) também criticou a decisão autoritária da base governista. “A democracia precisa se cumprir de maneira plena”, afirmou Sávio.
Apesar do protesto de Aécio e de outros tucanos, o pedido de abertura das galerias foi negado pela base da presidente Dilma e os cidadãos retirados à força.