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ONU faz 55 sugestões para alterar estratégias na pandemia de Covid-19 no Brasil

Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil

A Organização das Nações Unidas (ONU), após analisar 94 indicadores de vulnerabilidade e de capacidade de resposta à pandemia da Covid-19, faz recomendações específicas às autoridades para mudanças de estratégia. A partir das análises sobre distribuição de renda, combate à fome, sustentabilidade e preservação do meio ambiente, igualdade de gênero e saúde, foram sugeridas 55 ações para recuperação do Brasil diante dos prejuízos gerados pela pandemia.

O estudo integra o relatório Covid-19 e Desenvolvimento Sustentável: avaliando a crise de olho na recuperação. Nele, estão propostas medidas, como priorizar a reabertura de escolas com segurança, garantir renda básica universal, conectar todas as crianças e adolescentes à internet até 2030, oferecer linhas de crédito verde atrativas e investir em cidades inteligentes.

Algumas das metas estão nos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável, instituídos pela ONU e dos quais o Brasil é signatário. O texto informa que: “Uma recuperação eficaz dependerá de esforços conjuntos para fortalecer os sistemas de saúde, reforçar a proteção social, criar oportunidades econômicas, ampliar a colaboração multilateral e promover a coesão social”.

Pesquisa

O estudo é resultado do trabalho de especialistas do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud); da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco); do Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef); e da Organização Pan-americana da Saúde (Opas).

Para os especialistas, é fundamental debater parâmetros de implementação e acompanhamento de políticas de melhorias para o Brasil. De acordo com os pesquisadores, o processo de recuperação representaria uma “oportunidade histórica para se reimaginar as sociedades” e “alcançar um futuro melhor para todas e todos”.

Os especialistas consideram a pandemia “a pior crise sistêmica já vivida no planeta” desde a criação da ONU, causando impactos “desproporcionais”, “aprofundando desigualdades” e dificultando o “alcance do desenvolvimento humano e sustentável estabelecido pela Agenda 2030 das Nações Unidas” no Brasil e no mundo.

Ensino

O levantamento reserva uma parte específica à educação. Segundo o estudo, ao menos 147 países fecharam escolas por causa da pandemia, o que representaria mais de 1,4 bilhão de alunos afetados, ou cerca de 86% da população estudantil mundial — 5,5 milhões de crianças e adolescentes só no Brasil.

A suspensão das atividades escolares não representa apenas impasses no aprendizado. Em muitos casos, ficar afastado das instituições de ensino também prejudica a segurança alimentar e o acesso à infraestrutura de saúde, água, saneamento e higiene.

O uso da tecnologia como alternativa para compensar a ausência do ensino presencial também tem problemas e desafios. O acesso desigual à internet pode provocar aumento de taxas de abandono escolar, trabalho infantil e gravidez na adolescência, de acordo com o relatório.

*Com informações do jornal Correio Braziliense

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