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Parlamentares participam de campanha pelo fim da violência contra a mulher

O Congresso lançou a campanha de ativismo de combate à violência contra a mulher a de 25 de novembro, Dia Internacional de Não Violência contra a Mulher; a 10 de dezembro, data em que as Nações Unidas adotaram a Declaração Internacional dos Direitos Humanos, vários países promovem atividades para discutir o tema.

Desde 2003, o Brasil aderiu a campanha e este ano o tema é: “Não deixar ninguém para trás: acabar com a violência contra mulheres e meninas”.

Dados da Organização das Nações Unidas (ONU) Mulheres mostram que, apesar de vários avanços, como a Lei Maria da Penha e a tipificação do crime de feminicídio, o Brasil ainda ocupa o quinto lugar no número de assassinatos de mulheres no mundo.

Vítima

Bárbara Penna de 23 anos foi queimada pelo ex-namorado, enquanto dormia, após uma briga. No incêndio, morreram o dois filhos do casal de dois anos e de três meses, além de um vizinho que tentou ajudar. Ao correr para a janela para pedir socorro, Bárbara caiu do terceiro andar. Hoje, ela está à frente do instituto que criou para ajudar mulheres vítimas de violência.

“Desde quando eu ainda estava no hospital e mesmo imobilizada – eu estava praticamente vegetativa – eu recebia muito apoio das pessoas pelas redes sociais, pessoas do Brasil todo, homens e mulheres. Eu percebi que não podia me atormentar pelo que tinha acontecido comigo, porque normalmente é isso que o agressor quer, que a gente fique quieta e que não tenha voz para nada. O tempo foi passando e eu fui recebendo cada vez mais apoio de muitas pessoas e isso foi me fortalecendo. Um pouquinho mais recuperada, porque eu nunca vou me recuperar 100%, eu consegui ter força para ajudar outras mulheres a não passar pelo que eu passo”, relatou.

O caso de Bárbara foi mais um na lista de 229 tentativas de feminicídio registrados no Rio Grande do Sul no ano de 2013.
O lançamento dos 16 dias de ativismo pelo fim da violência contra a mulher foi promovido pela Secretaria da Mulher da Câmara dos Deputados em conjunto com a Comissão de Defesa do Direito da Mulher da Câmara, a Comissão Permanente Mista de Combate à Violência contra a Mulher, a Frente Parlamentar Mista de Defesa dos Direitos Humanos das Mulheres e a Procuradoria Especial da Mulher do Senado.

*Com informações da Agência Câmara.

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