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Maioria das vítimas de depressão pós-parto se recusa a procurar ajuda

Um estudo mostra que de 221 gestantes entrevistadas no período do pré-natal, 32% apresentam sintomas depressivos e mais da metade delas nega a receber ajuda, segundo a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz). O levantamento avaliou grávidas em atendimento da Escola Nacional de Saúde Pública em Manguinhos, região carente do Rio. de Janeiro.

Para a vereadora do município de São Geraldo (MG) Tânia Enfermeira (PSDB-MG), que atua há 27 anos  na área da saúde, muitas mulheres sem condições financeiras se sentem inseguras ao falar do assunto e tentar o tratamento na rede pública de saúde.

“É um problema muitas vezes de classes também. Muitas não tem condições, porque por mais que o tratamento seja oferecido, não tem continuidade, e é necessário. Elas precisam sentir confiança na eficácia do tratamento”, pontuou.

A informação sobre o estudo está no G1 e diz que o levantamento surgiu de uma pesquisa já existente na fundação, que revelou que uma a cada quatro mulheres que tiveram filhos no país apresentava depressão pós-parto. Além da barreira enfrentada pelas mulheres com o sistema público de saúde que não possui estrutura adequada para oferecer tratamento e assistência psicológica, ainda há o problema da resistência em procurar ajuda.

Sintomas

Os sintomas de depressão pós-parto, nos níveis moderado ou grave, podem levar a mulher a desenvolver medo de cuidar do filho. Especialistas destacam ainda que é importante detectar os sintomas durante a gravidez.

Outro receio que afasta as mães do tratamento são as consequências que podem ser geradas pelo uso dos medicamentos do tratamento durante a gravidez e no período de amamentação, ainda que tenham sido receitados por um profissional da saúde.

Atendimento

A vereadora tucana ressaltou o papel do governo na conscientização das mães que sofrem do transtorno, bem como um maior investimento e atenção ao tratamento do mal. “Nossos postos de saúde não tem infraestrutura, incentivo ao tratamento. Precisamos ter mais organização no trabalho, aumentar a quantidade de pacientes atendidas e melhorar principalmente a qualidade do atendimento”, frisou a tucana.

Segundo o Ministério da Saúde, o sistema de pré-natal das unidades de saúde do SUS (Sistema Único de Saúde) está preparado com profissionais que acompanhem a gestação das mulheres desde o pré-natal até o suporte familiar.

Atualmente o governo disponibiliza 19 fóruns perinatais em todo o país, formados por representantes de secretarias estaduais e municipais de saúde, do Ministério da Saúde, de maternidades privadas e da sociedade civil. O objetivo é discutir assuntos relacionados à saúde e qualidade de vida da mulher e da criança.

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